Artrite Viral

Artrite Viral

Definição: enfermidade causada por vírus e caracterizada por lesões inflamatórias crônicas em articulações e também pode afetar os sistemas respiratório e digestório.

Etiologia

Vírus pertencente a família Reoviridae e gênero Orthoreovirus

Características do Agente

Possuem vários sorotipos.
São estáveis no meio ambiente por não serem envelopados. Resistente ao calor de 60ºC por 8 a 10 horas e sensíveis ao etanol 70% e iodo 0,5%.

Epidemiologia

-Afeta aves domésticas (galinhas, perus, gansos, patos, etc) e silvestres (pombos);
-Jovens são mais suscetíveis;
-O vírus é encontrado em trato respiratório e digestório em aves sadias;

Transmissão
Horizontal: fecal-oral por fezes e secreções respiratórias;
Vertical;

Patogenia

A principal porta de entrada do vírus é a oral. O vírus então se instala e se replica no epitélio intestinal e na bursa 12 horas após a infecção. Através das placas de Peyer alcança a circulação sistêmica, atingindo vários órgãos como, fígado, rins, pâncreas, coração e baço.

Sinais Clínicos

Artrite (articulações tibiotársica e tarsometatarsica e tendões gastrocnêmio e flexor digital), claudicação, dificuldade de locomoção resultando de decúbito, diminuição do consumo, perda de peso e inanição.
Geralmente afeta machos entre 12 e 16 semanas de idade.
Em aves jovens, entre 1 e 3 semanas de vida, ocorre a síndrome da má absorção, levando a anormalidades no empenamento, crescimento retardado, desuniformidade do lote, depressão e presença de alimentos não digeridos nas fezes.

Lesões
Macroscópicas: aumento do volume local das articulações (artrite), ruptura do tendão gastrocnêmio e flexor digital, presença de exsudato seroso ou serossanguinolento entre os tendões, líquido sinovial marrom (claro a escuro) e na fase crônica pode-se verificar fibrose ao redor das bainhas tendinosas. Na síndrome da má absorção em aves jovens verifica-se aumento do pró-ventrículo, enterite catarral, distensão do duodeno e jejuno, atrofia da bursa e artrite.
Microscópicas: verifica-se presença de infiltrado inflamatório com heterófilos e células mononucleares na bainha e proliferação de tecido conjuntivo na fase crônica. Na síndrome da má absorção verifica-se atrofia das vilosidades intestinais.

Diagnóstico

Anamnese e História Clínica

Sinais Clínicos

Exames Complementares:
-Isolamento do agente;
-Inoculação em ovos embrionados;
-Cultivo celular em fibroblasto de embrião SPF;
-Cultivo celular em rim de galinhas SPF;
*Coleta de material: tendões, bainhas tendinosas, intestino, fezes, fígado, proventrículo e líquido sinovial.
-Sorologia: ELISA, imunofluorescência indireta e teste de precipitação em Agar gel.

Tratamento

Não há tratamento efetivo, somente para infecções secundárias.

Prevenção

-Remoção adequada dos dejetos;
-Retirada dos restos de ração na cama;
-Desinfecção com iodo 0,5%;
-Bom programa de biosseguridade;
-Uso do vazio sanitário adequado;
-Troca constante de cama;
-Aquisição de lotes com aves livres do vírus;

Vacinação

Vacina: vacina viva atenuada ou inativada.
Esquema: primeira dose aos 7 dias, segunda dose entre 6 e 7 semanas e terceira dose (vacina inativada) com 20 semanas de idade.
*Pintos de 1 dia: amostra vacinal S1133 possui interferência com vacina de Marek.

Fonte: Veterinarian Docs

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *