Coriza Infecciosa das Galinhas

Coriza Infecciosa das Galinhas

Definição: enfermidade respiratória aguda que afeta galinhas caracterizada por edema facial, descarga oculonasal, inflamação dos seios infraorbitais, espirros e conjuntivite. Possui baixa mortalidade, mas alta morbidade levando a refugagem e redução da produção de ovos.

Etiologia

Avibacterium paragallinarum e Haemophilus paragallinarum

Características do Agente

Bactéria Gram negativa encapsulada.
Sorogrupos: A, B e C (importante para perfil epidemiológico – sorotipos presentes na região).

Resistência do Agente

Extremamente sensível fora do hospedeiro, sensível a maioria dos desinfetantes e resiste vários dias abaixo de 4ºC e acima de 45ºC apenas 2 minutos.

Epidemiologia

-Pode ocorrer em faisões, codornas e galinhas d‟angola e não ocorre em perus.
-Ocorre no Brasil em todas as regiões .
-Afeta galinhas de postura, matrizes e frangos de corte.

Transmissão

Direta: secreção nasal, inalação de partículas, água e ração contaminados.
Indireto: fômites e insetos, mas é menos comum devido a baixa resistência da bactéria.
*Não existe transmissão vertical.
**Aves infectadas permanecem portadoras e servem de fonte de infecção.

Patogenia

A bactéria coloniza o trato respiratório superior (epitélio ciliado) e libera toxinas as quais causam hiperemia e edema da mucosa, evoluindo para hiperplasia, desintegração e descamação do epitélio. Tem-se associação de outros agentes os quais levam a pneumonia e aerossaculite.

Sinais Clínicos

Forma Branda: afeta poedeiras jovens e frangos de corte. E os sinais clínicos são discretos, verifica-se: depressão, descarga nasal e edema facial.
Forma Severa: afeta poedeiras jovens-adultas e matrizes de corte. Verifica-se exsudato nasal, edema facial, sinusite, conjuntivite, edema de barbela, olhos fechados, dispnéia e em aviários fechados há odor característico
Sem infecção secundária os sinais se reduzem entre 2 e 3 semanas, com alta morbidade e baixa mortalidade. É dependente da presença de outros agentes.

Lesões

Macroscópicas: verifica-se inflamação, formação e acúmulo de exsudato na cavidade nasal, conjuntivite, edema subcutâneo de face, fechamento do globo ocular por destruição do globo ocular. Traqueite, pneumonia e aerossoculite quando com infecções secundárias.
Microscópicas: hiperplasia do epitélio, edema e hiperemia com infiltração de heterófilos na mucosa nasal, traqueia e seios infraorbitais.

Diagnóstico

Anamnese e História Clínica
Sinais Clínicos

Exames Complementares:

-Isolamento e identificação do agente com coloração de Gram: bacilo com tendência a formar filamentos. Deve-se semear em meio de cultura específico ou juntamente como Staphilococcus (fato V).
-Testes bioquímicos: catalase negativa e não fermentam galactose e trealose.
-PCR;
-Inoculação via nasal: exsudato suspeito inoculado em aves normais. Casos graves/agudos tem-se sinais em 24 a 48 horas e casos brandos/crônicos verifica-se sinais em 1 semana.
*Material a ser coletado: swab de traqueia e seios nasais

Sorológicos:  -Inibição da Hemaglutinação
                            -Teste de precipitação em Ágar gel
                            -Soroaglutinação Rápida em Placa 

Diagnóstico Diferencial

Micoplasmose, pasteurelose, síndrome da cabeça inchada e bronquite.

Tratamento

Administração de antibióticos com antibiograma prévio.
Antibióticos: eritromicina, estreptomicina ou oxitetraciclina por 7 dias via água ou ração.

Prevenção e Controle

Biosseguridade
Limpeza e desinfecção do aviário juntamente com vazio sanitário.

Vacinação

2 doses IM na recria, com 10 e 20 semanas de idade.
Ideal é utilizar o sorotipo prevalente da região.

Fonte: Veterinarian Docs

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *